Compilações temáticas do Chá de Humanas

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1. TEXTO I

Não veio do céu

Nem das mãos de Isabel

A liberdade é um dragão no mar de Aracati

FIRMINO, D. et al. História pra ninar gente grande. In: Sambas-Enredo 2019. Rio de Janeiro: Universal Music, 2018 (fragmento).

TEXTO II

Prático do porto de Fortaleza, Chico da Matilde teve um importante papel no abolicionismo do Ceará ao liderar, em 1881, seus companheiros jangadeiros que se recusaram a embarcar os escravizados que seriam enviados às províncias do Sul. O Ceará seria a primeira província brasileira a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea. Na ocasião, Chico da Matilde embarcou para o Rio de Janeiro, junto com ele levou uma de suas jangadas, nomeada Liberdade. A recepção e as comemorações abolicionistas na Corte ajudaram a consolidar a alcunha de Dragão do Mar.

BOUZADA, M. A. Em 1881, oDragão do Mar impediu o tráfico de escravos. Disponível em: www.bn.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2021 (adaptado).

As abordagens dos textos I e II se complementam por ressaltarem que o fator essencial para o sucesso do processo abolicionista no Brasil foi a

a)  inovação jurídica.

b)  mobilização social.

c)  habilitação náutica.

d)  qualificação laboral.

e)  organização estatal.

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2. Lei n. 3 353, de 13 de maio de 1888

A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor

D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia-Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

Art. 1º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º: Revogam-se as disposições em contrário.

Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.

Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º ano da Independência e do Império. 

Princesa Imperial Regente.

Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 6 fev. 2015 (adaptado).

Um dos fatores que levou à promulgação da lei apresentada foi o(a)

a)   abandono de propostas de imigração.

b)   fracasso do trabalho compulsório.

c)   manifestação do altruísmo britânico.

d)   afirmação da benevolência da Corte.

e)   persistência da campanha abolicionista.

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3.  Associados a atividades importantes e variadas na evolução das sociedades americanas modernas, os africanos conseguiram impor sua marca nas línguas, culturas, economias, além de participar, quase invariavelmente, na composição étnica das comunidades do Novo Mundo.A sua influência alcançou mais fortemente as regiões do latifúndio agrícola, em comunidades cujo desenvolvimento ocorreu às margens do Atlântico e do mar das Antilhas, do sudeste dos Estados Unidos até a porção nordeste do Brasil, e ao longo das costas do Pacífico, na Colômbia, no Equador e no Peru.

KNIGHT, F. W. A diáspora africana. In: AJAYI, J. F. A. (Org.). História geral da África: África do século XIX à década de 1880. Brasília: Unesco, 2010 (adaptado).

Uma das contribuições da diáspora descrita no texto para o continente americano foi o(a)

a)   fim da escravidão indígena.

b)   declínio de monoculturas locais.

c)   introdução de técnicas produtivas.

d)   formação de sociedades estamentais.

e)   desvalorização das capitanias hereditárias.

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4.  Nas cidades, os agentes sociais que se rebelavam contra o arbítrio do governo também eram proprietários de escravos. Levavam seu protesto às autoridades policiais pelo recrutamento sem permissão. Conseguimos levantar, em ocorrências policiais de 1867, na Província do Rio de Janeiro, 140 casos de escravos aprisionados e remetidos à Corte para serem enviados aos campos de batalha.

SOUSA, J. P. Escravidão ou morte: os escravos brasileiros na Guerra do Paraguai.

Rio de Janeiro: Mauad; Adesa, 1996.

Desconstruindo o mito dos “voluntários da pátria”, o texto destaca o descontentamento com a mobilização para a Guerra do Paraguai expresso pelo grupo dos

a)   pais, pela separação forçada dos filhos.

b)   cativos, pelo envio compulsório ao conflito.

c)   religiosos, pela diminuição da frequência aos cultos.

d)   oficiais, pelo despreparo militar dos novos recrutas.

e)   senhores, pela perda do investimento em mão de obra.

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5.  A população africana residente nesta província, bem como a de todo o Império, compõe-se de indivíduos de diferentes lugares da África que variam em costumes e religiões; a que aqui segue o maometismo, à qual pertencemos, é uma população pequena, porém, distinta entre si, e notando a necessidade de sustentarmos nosso culto e fundados ainda no artigo 5º da Constituição do Império, requeremos ao sr. chefe de polícia licença para exercermos o culto.

REIS, J. J.; GOMES, F. S.; CARVALHO, M. J. M. O Alufá Rufino: tráfico, escravidão e liberdade no Atlântico negro (1822-1853). São Paulo: Cia. das Letras, 2010 (adaptado).

O pedido de um grupo de africanos de Recife ao chefe de polícia local tinha como objetivo, naquele contexto,

a)   criticar a doutrina oficial.

b)   professar uma fé alternativa.

c)   assegurar a cidadania política.

d)   legalizar os terreiros de candomblé.

e)   eliminar algumas tradições culturais.

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6. TEXTO I

Em todo o país a lei de 13 de maio de 1888 libertou poucos negros em relação à população de cor. A maioria já havia conquistado a alforria antes de 1888, por meio de estratégias possíveis. No entanto, a importância histórica da lei de 1888 não pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe em cifras.

ALBUQUERQUE. W. O jogo da dissimulação:Abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado).

TEXTO II

Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte.

CHALHOUB, S. Visões da liberdade:uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

Sobre o fim da escravidão no Brasil, o elemento destacado no Texto I que complementa os argumentos apresentados no Texto II é o(a)

a)   variedade das estratégias de resistência dos cativos.

b)   controle jurídico exercido pelos proprietários.

c)   inovação social representada pela lei.

d)   ineficácia prática da libertação.

e)   significado político da Abolição.

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7. 

A mudança apresentada na tabela é reflexo da Lei Eusébio de Queiróz que, em 1850,

a)   aboliu a escravidão no território brasileiro.

b)   definiu o tráfico de escravos como pirataria.

c)   elevou as taxas para importação de escravos.

d)   libertou os escravos com mais de 60 anos.

e)   garantiu o direito de alforria aos escravos.

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8.  Os escravos, obviamente, dispunham de poucos recursos políticos, mas não desconheciam o que se passava no mundo dos poderosos. Aproveitaram-se das divisões entre estes, selecionaram temas que lhes interessavam do ideário liberal e anticolonial, traduziram e emprestaram significados próprios às reformas operadas no escravismo brasileiro ao longo do século XIX.

REIS, J. J. Nos achamos em campo a tratar da liberdade: a resistência negra no Brasil oitocentista. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 1999.

Ao longo do século XIX, os negros escravizados construíram variadas formas para resistir à escravidão no Brasil. A estratégia de luta citada no texto baseava-se no aproveitamento das

a)   estruturas urbanas como ambiente para escapar do cativeiro. 

b)   dimensões territoriais como elemento para facilitar as fugas.

c)   limitações econômicas como pressão para o fim do escravismo.

d)   contradições políticas como brecha para a conquista da liberdade.

e)   ideologias originárias como artifício para resgatar as raízes africanas.

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9.  Passada a festa da abolição, os ex-escravos procuraram distanciar-se do passado de escravidão, negando-se a se comportar como antigos cativos. Em diversos engenhos do Nordeste, negaram-se a receber a ração diária e a trabalhar sem remuneração. Quando decidiram ficar, isso não significou que concordassem em se submeter às mesmas condições de trabalho do regime anterior.

FRAGA, W; ALBUQUERQUE, W. R. Uma história da cultura afro-brasileira. São Paulo: Moderna, 2009 (adaptado).


Segundo o texto, os primeiros anos após a abolição da escravidão no Brasil tiveram como característica o(a)

a)   caráter organizativo do movimento negro.

b)   equiparação racial no mercado de trabalho.

c)   busca pelo reconhecimento do exercício da cidadania.

d)   estabelecimento do salário mínimo por projeto legislativo.

e)   entusiasmo com a extinção das péssimas condições de trabalho.

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10.  No dia 16 de agosto passado fugiu da Companhia de Mineração do Cuiabá o escravo de nome Severino, de 19 anos de idade, cabra, claro, estatura mais que regular, boa figura, bons dentes, e tem um sinal de cortadura de uma polegada pouco mais ou menos na testa. Levou chapéu de palha trançado, 1 par de calças azuis, paletó preto, camisa branca, e outras roupas. Está armado de uma pistola pequena de algibeira e uma faca de ponta. Gratifica-se com a quantia acima de 100$000 a quem o apreender e levá-lo a seu senhor, residente em Sabará, ou o puser em qualquer cadeia da província.

Sabará, 2 de outubro de 1880.

Jornal A Província de Minas, Ouro Preto, edição 26, 18 dez. 1880.

O anúncio de jornal sobre a fuga do escravo Severino mostra um aspecto importante do escravismo brasileiro. Qual das seguintes afirmações expressa tal aspecto?

a)   As alforrias no sistema escravista brasileiro eram obtidas tanto pelo livre consentimento do senhor quanto pela compra.

b)   As fugas de escravos eram duramente reprimidas pelo Estado e pelos senhores de escravos.

c)   O movimento abolicionista teve papel fundamental para o fim da escravidão.

d)   O paternalismo da escravidão brasileira gerava a preocupação do senhor em conseguir encontrar o seu escravo em fuga.

e)   Os quilombos eram organizações revolucionárias voltadas para o combate ao sistema escravista brasileiro.

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11.  A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.

NABUCO, J. O abolicionismo [1883]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Publifolha 2000 (adaptado).

No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual

a)   copiava o modelo haitiano de emancipação negra.

b)   incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais.

c)   optava pela via legalista de libertação.

d)   priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.

e)   antecipava a libertação paternalista dos cativos.

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12. No Brasil, os remanescentes de antigos quilombos, “mocambos”, “comunidades negras rurais”, “quilombos contemporâneos”, “comunidades quilombolas” ou “terras de preto” referem-se a um mesmo patrimônio territorial e cultural inestimável, que só recentemente passaram a ter atenção do Estado e ser do interesse de algumas autoridades e organismos oficiais.

ANJOS, R. S. A. Cartografia e quilombos: territórios étnicos africanos no Brasil. Africana Studia, n. 9, 2007.

Na esfera de ação do Estado, com a Constituição de 1988, os espaços mencionados tornaram-se objeto de 

a)  iniciativas de planejamento familiar.

b)  projetos de reorientação religiosa.

c)  programas de moradias sustentáveis.

d)  políticas de inserção social.

e)  medidas de homogeneização educacional. 

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13. A Inglaterra passou a subvencionar publicações abolicionistas com o intuito de exercer pressão sobre o Parlamento. Simultaneamente, intensificou sua campanha contra os negreiros. Em total desrespeito à soberania brasileira, navios ingleses invadiram as águas territoriais nacionais em sua perseguição aos contrabandistas de escravos.

COSTA, E. A Abolição. São Paulo: Edunesp, 2008.

Na segunda metade do século XIX, o posicionamento do governo inglês buscava proibir o(a)

a)  intervenção na região platina.

b)  autonomia do governo imperial.

c)  fluxo internacional de capitais.

d)  exploração dos recursos naturais.

e)  comércio transatlântico de pessoas.

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14. TEXTO I

Neta de Tomásia, uma escravizada alforriada, Chiquinha Gonzaga foi uma das primeiras mulheres a se destacar na música popular brasileira. Entre suas obras mais famosas estão a marcha Ó abre alas, sucesso nos blocos de Carnaval até hoje, e o tango Gaúcho, além de inúmeras peças musicais para teatro e óperas. Chiquinha também teve uma atuação em defesa dos direitos das mulheres e pelo fim da escravatura.

Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 7 out. 2023 (adaptado).

TEXTO II

Depois da estreia de sua peça Gonzaga, em 1867, que tem como um de seus núcleos dramáticos dois escravizados, pai e filha, separados há muitos anos, Castro Alves escreve talvez o maior conjunto de poemas antiescravistas do Romantismo brasileiro, publicados em 1883 no livro Os escravos, doze anos após a sua morte. Os textos Vozes d’Africa e Navio negreiro, por exemplo, publicados em folhetos, já em 1878, tiveram enorme repercussão desde a sua circulação, a ponto de Afrânio Coutinho (um importante crítico brasileiro) afirmar ter sido Castro Alves, no que diz respeito à poesia antiescravista, um dos primeiros que o Brasil ouviu. 

Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 8 out. 2023 (adaptado).

Os textos indicam a participação de artistas e intelectuais brasileiros em defesa do(a)

a)  ação integralista.

b)  literatura realista.

c)  movimento abolicionista.

d)  política indigenista.

e)  nacionalismo desenvolvimentista.

15.  A poetisa Emília Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não possuir títulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas “angélicas senhoras”, “heroínas da caridade”, levantavam dinheiro para comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a fazerem alforrias gratuitamente. 

MIRANOA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10 jun. 2015. 

As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento

a)   feminista.

b)   sufragista. 

c)   socialista. 

d)   republicano. 

e)   abolicionista. 

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Gabarito

Resposta da questão 1:

[B]

É preciso reconhecer e pontuar, constantemente, que a abolição da escravatura no Brasil não foi uma obra do acaso ou uma benesse branca aos negros. A libertação dos escravizados fez parte de um grande processo que contou com intensa mobilização social, inclusive dos negros, já libertos ou não. Ambos os textos trazem o exemplo do Dragão do Mar de Aracati, responsável pela abolição da escravatura no Ceará, em 1884.

Resposta da questão 2:

[E]

Ao longo do século XIX, a Inglaterra (vivia a Revolução Industrial e necessitava de mercado consumidor) pressionava o Brasil para proibir o tráfico de escravos e, consequentemente, abolir a escravidão. A Lei Eusébio de Queirós, aprovada em 1850, proibiu o tráfico de escravos no Brasil. O café gerou a modernização da economia melhorando os transportes, a comunicação, serviços, etc. Isso contribuiu para o surgimento de uma classe media urbana que exigia mudanças no país. Assim surgiu uma forte campanha abolicionista pressionando o governo a acabar com a escravidão. Após a Guerra do Paraguai,1865-1870, o exército brasileiro também defendeu a modernização do Brasil reforçando a campanha abolicionista. Esse movimento culminou na aprovação da Lei Áurea em 1888. Gabarito [E].

Resposta da questão 3:

[C]

A questão pode ser resolvida por eliminação. Somente a alternativa [C] dialoga com o texto. Os africanos deixaram marcas profundas na América, em todas as dimensões da vida social: música, comida, religião, cultura, artes, economia, a introdução de técnicas produtivas, etc.

Resposta da questão 4:

[E]

O trecho deixa claro que havia uma insatisfação junto aos senhores de escravos devido ao recrutamento feito pelo Estado brasileiro, sem a devida permissão dos senhores, de escravos para compor as fileiras do Exército Brasileiro na Guerra do Paraguai. Evidentemente, pela lógica da escravidão, o escravo era uma propriedade de seu senhor e sua perda representava, ao mesmo tempo, uma perda material e um prejuízo de trabalho. Ademais, a promessa do Governo Imperial Brasileiro de conceder a alforria aos escravos que voltassem vivos da Guerra também desagradava aos senhores.

Resposta da questão 5:

[B]

Ao usar o termo “maometismo” o escritor da carta faz referência ao Islamismo, religião monoteísta que tem Alá como Deus e Maomé como Profeta. Logo, o pedido é por liberdade de culto religioso.

Resposta da questão 6:

[E]

O único elemento que podemos destacar do texto I que complementa o texto II é o seguinte: “(…) no entanto, a importância histórica[caráter político, observação da corretora] da lei de 1888 não pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe em cifras (…)”. Nele, fica claro que o autor faz referência ao significado político da Abolição.

Resposta da questão 7:

[B]

A Lei Eusébio de Queiróz proibia o tráfico intercontinental de escravos e classificava os navios que o fizessem como piratas.

Resposta da questão 8:

[D]

O texto deixa claro que uma das formas de resistência escravista era o aproveitamento, por parte dos escravos, dos conflitos políticos entre a elite brasileira, com vista a buscar a liberdade.

Resposta da questão 9:

[C]

Fica explícito através do texto que os ex-escravos, após a abolição, iniciaram uma busca pelo reconhecimento de sua cidadania, recusando-se a aceitar antigas práticas escravocratas, como a ração e o trabalho não remunerado.

Resposta da questão 10:

[B]

O anúncio no jornal aponta para algo muito comum, a fuga de escravos e a gratificação para quem encontrar o fugitivo. A resistência dos escravos foi caracterizada através de quilombos, assassinatos, fugas, suicídio, entre outras formas. A dura realidade no cotidiano dos escravos (pouca comida e muito trabalho e açoite) levava a resistência. Gabarito [B].

Resposta da questão 11:

[C]

A partir do texto, fica clara a opinião de Joaquim Nabuco: “é no Parlamento, e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade”.

Resposta da questão 12:

[D]

A partir da Constituição de 1988, as comunidades quilombolas adquiriram direito de posse sobre as terras que já ocupavam, o que lhes assegurou proteção, tanto territorial quanto cultural. Logo, houve, também, a garantia da inserção social desses grupos nas políticas do Estado brasileiro.

Resposta da questão 13:

[E]

A pressão inglesa, a partir da Lei Bill Alberdeen, passou a ser contra o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas, com o claro intuito de enfraquecer a escravidão da América, mais especificamente no Brasil. Essa pressão resultou na criação, pelo Parlamento Brasileiro, da Lei Eusébio de Queiroz.

Resposta da questão 14:

[C]

Ambos os fragmentos falam sobre a participação de artistas e intelectuais na luta pela abolição da escravatura no Brasil: no primeiro, Chiquinha Gonzaga e, no segundo, Castro Alves.

Resposta da questão 15:

[E]

Identificamos o movimento abolicionista nas expressões Maria Tomásia, comprar liberdades, donos de escravos e alforrias.