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1. Em 1968, apesar da ditadura cada vez mais sufocante, em especial com o Ato Institucional número 5, que abriu caminho para um regime de exceção que não tinha nenhum pudor em agir ao arrepio da ordem legal para perseguir, prender, cassar, exilar e “desaparecer” opositores de todos os matizes políticos, alguns movimentos ainda eram possíveis — como o Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA), uma frente contra as políticas econômicas que impunham perdas salariais aos trabalhadores, a qual reunia sindicalistas de todos os matizes, moderados, comunistas e mesmo “pelegos” (em geral identificados com o governo). No entanto, para que o modelo de desenvolvimento dependente e excludente proposto pelos governos militares, elaborado em conjunto com as elites, funcionasse a contento, era imprescindível que esses movimentos estivessem em silêncio — especialmente o movimento sindical.

Disponível em: http://querepublicaeessa.an.gov.br. Acesso em: 8 out. 2023 (adaptado).

A ação do movimento mencionado tinha como propósito criticar a

a)  expansão do consumo interno.

b)  diminuição da população urbana.

c)  desigualdade na estrutura social.

d)  estagnação na produção nacional.

e)  dependência da atividade primária.

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2.  No cemitério, a sociedade religiosa encarregada do funeral, aterrorizada, apressou a cerimônia de tal forma que a mãe de Herzog perdeu o momento em que o caixão do filho começou a ser coberto pela terra. Quatro jornalistas que estavam presos no DOI chegaram para assistir ao sepultamento. Um se afastara, chorando. Dizia: Eles matam, eles matam! Não pergunte nada. Não podemos dizer nada. Eles matam mesmo. Falava-se baixo. Ouviram-se dois curtos discursos. O primeiro, da atriz Ruth Escobar: Até quando vamos suportar tanta violência? Até quando vamos continuar enterrando nossos mortos em silêncio? No segundo, Audálio Dantas recitou o Navio negreiro, de Castro Alves: Senhor Deus dos desgraçados / Dizei-me Vós Senhor Deus / Se é mentira, se é verdade, / Tanto horror perante os céus.

GASPARI, E. A ditadura encurralada. São Paulo: Cia das Letras. 2004.

O acontecimento descrito no texto, ocorrido em meados dos anos 1970, atesta a seguinte característica do regime político-institucional vigente:

a)   Incorporação da estética popular para justificar o ideal de integração nacional.

b)   Afirmação da estratégia psicossocial para favorecer o objetivo de propaganda cívica.

c)   Institucionalização de mecanismos repressivos para eliminar os focos de resistência.

d)   Adoção de cerimoniais públicos para controlar as manifestações de grupos opositores.

e)   Estatização de meios de comunicação para selecionar a divulgação de atos governamentais.

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3.  No período anterior ao golpe militar de 1964, os documentos episcopais indicavam para os bispos que o desenvolvimento econômico, e claramente o desenvolvimento capitalista, orientando-se no sentido da justa distribuição da riqueza, resolveria o problema da miséria rural e, consequentemente, suprimiria a possibilidade do proselitismo e da expansão comunista entre os camponeses. Foi nesse sentido que o golpe de Estado, de 31 de março de 1964, foi acolhido pela igreja.

MARTINS, J. S. A política do Brasil: lúmpen e místico. São Paulo: Contexto. 2011 (adaptado).

Em que pesem as divergências no interior do clero após a instalação da ditadura civil-militar, o posicionamento mencionado no texto fundamentou-se no entendimento da hierarquia católica de que o(a)

a)   luta de classes é estimulada pelo livre mercado. 

b)   poder oligárquico é limitado pela ação do Exército. 

c)   doutrina cristã é beneficiada pelo atraso do interior. 

d)   espaço político é dominado pelo interesse empresarial. 

e)   manipulação ideológica é favorecida pela privação material. 

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4.  Falavam em fuzilamentos, em gente que era embarcada nos aviões militares e atirada em alto-mar. Havia muita confusão. Sempre que há mudança violenta de poder, a regra dos entendidos é sumir, evaporar-se, não se expor, nos primeiros momentos da rebordosa, um sargento qualquer pode decidir sobre um fuzilamento. Depois as coisas se organizam, até mesmo a violência é estruturada, até mesmo o arbítrio. Mas quem, no meio tempo, foi fuzilado, fuzilado fica.

CONY, C. H. Quase memória. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.

A narrativa refere-se ao seguinte aspecto da segurança nacional durante a Ditadura Militar:

a)   Institucionalização da repressão como política estatal.

b)   Normatização da censura como mecanismo de controle. 

c)   Legitimação da propaganda como estratégia psicossocial. 

d)   Validação do conformismo como salvaguarda do consenso.

e)   Ordenação do bipartidarismo como prerrogativa institucional.

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5.  A Operação Condor está diretamente vinculada às experiências históricas das ditaduras civil-militares que se disseminaram pelo Cone Sul entre as décadas de 1960 e 1980. Depois do Brasil (e do Paraguai de Stroessner), foi a vez da Argentina (1966), Bolívia (1966 e 1971), Uruguai e Chile (1973) e Argentina (novamente, em 1976). Em todos os casos se instalaram ditaduras civil-militares (em menor ou maior medida) com base na Doutrina de Segurança Nacional e tendo como principais características um anticomunismo militante, a identificação do inimigo interno, a imposição do papel político das Forças Armadas e a definição de fronteiras ideológicas.

PADRÓS, E. S. et al. Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): história e memória. Porto Alegre: Corag, 2009 (adaptado).

Levando-se em conta o contexto em que foi criada, a referida operação tinha como objetivo coordenar a

a)   modificação de limites territoriais.

b)   sobrevivência de oficiais exilados.

c)   interferência de potências mundiais.

d)   repressão de ativistas oposicionistas.

e)   implantação de governos nacionalistas.

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6. 

A imagem faz referência a uma intensa mobilização popular e pode ser traduzida como

a)   a campanha popular que confrontava a legitimidade das eleições indiretas no país.

b)   a manifestação de milhares de pessoas em prol da realização de eleições para o Senado.

c)   as passeatas realizadas em prol do fim da Ditadura Militar no Brasil e na Argentina.

d)   os comícios e manifestações populares pela abertura política de forma lenta e segura.

e)   o movimento que exigia o direito à igualdade de voto para homens e mulheres.

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7. TEXTO I

A anistia pode ser considerada muito mais uma concessão do que uma conquista ou, mais precisamente, uma manobra política com duas finalidades: reduzir a pressão advinda de setores organizados contra o regime; e produzir defesas substantivas às possíveis revisões do passado com o término previsto do autoritarismo.

SOARES, S. A.; PRADO, L. B. B. O processo político da anistia e os espaços de autonomia militar. In: SANTOS, C. M.; TELES, E.; TELES, J. A. Desarquivando a ditadura: memória e justiça no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2009 (adaptado).

TEXTO II

A anistia foi uma conquista. Não foi dádiva, foi luta. Não tem que rever.

Entrevista com Therezinha de Godoy Zerbini. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 1 ago. 2012 (fragmento).

A Lei de Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional em 28 de agosto de 1979, tem sido debatida pela sociedade brasileira. Nos textos, as posições assumidas revelam

a)   retomada da ditadura militar em nome da unidade nacional.

b)   valorização dos movimentos ligados à luta armada a partir da abertura dos arquivos

c)   relativização dos direitos humanos com base na experiência ditatorial brasileira.

d)   reescrita da história do terrorismo esquerdista para compreender o passado.

e)   reflexão crítica sobre o passado em função de mudanças no cenário político.

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8. Grupo escolar

Sonhei com um general de ombros largos

que fedia

e que no sonho me apontava a poesia

enquanto um pássaro pensava suas penas

e já sem resistência resistia.

O general acordou e eu que sonhava

face a face deslizei à dura via

vi seus olhos que tremiam, ombros largos,

vi seu queixo modelado a esquadria

vi que o tempo galopando evaporava

(deu para ver qual a sua dinastia)

mas em tempo fixei no firmamento

esta imagem que rebenta em ponta fria:

poesia, esta química perversa,

este arco que desvela e me repõe

nestes tempos de alquimia.

BRITO, A. C. In: HOLLANDA, H. B. (Org.). 26 Poetas Hoje: antologia. Rio de Janeiro: Aeroplano, 1998.

O poema de Antônio Carlos Brito está historicamente inserido no período da ditadura militar no Brasil. A forma encontrada pelo eu lírico para expressar poeticamente esse momento demonstra que

a)   a ênfase na força dos militares não é afetada por aspectos negativos, como o mau cheiro atribuído ao general.

b)   a descrição quase geométrica da aparência física do general expõe a rigidez e a racionalidade do governo.

c)   a constituição de dinastias ao longo da história parece não fazer diferença no presente em que o tempo evapora.

d)   a possibilidade de resistir está dada na renovação e transformação proposta pela poesia, química que desvela e repõe.

e)   a resistência não seria possível, uma vez que as vítimas, representadas pelos pássaros, pensavam apenas nas próprias penas.

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9.  “É para abrir mesmo e quem quiser que eu não abra eu prendo e arrebento.”

Frase pronunciada pelo presidente João Baptista Figueiredo. APUD RIBEIRO, D. Aos trancos e barrancos e o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara, 1996.

A frase do último presidente do regime militar indicava a ambiguidade da transição política no país. Neste contexto, houve resistências internas ao processo de distensão planejado pela alta cúpula militar, que se manifestaram com 

a)   as campanhas no rádio, TV e jornais em favor da lei de anistia. 

b)   as posições de prefeitos e governadores em apoio à instalação de eleições diretas. 

c)   as articulações no Congresso pela convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. 

d)   os atos criminosos, como a explosão de bombas, de militares inconformados com o fim da ditadura. 

e)   as articulações dos parlamentares do PDS, PMDB e PT em prol da candidatura de Tancredo Neves à presidência.

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10.  De um ponto de vista político, achávamos que a ditadura militar era a antessala do socialismo e a última forma de governo possível às classes dominantes no Brasil. Diante de nossos olhos apocalípticos, ditadura e sistema capitalista cairiam juntos num único e harmonioso movimento. A luta especificamente política estava esgotada. 

GABEIRA, F. Carta sobre a anistia: a entrevista do Pasquim. Conversação sobre 1968. Rio de Janeiro: Ed. Codecri, 1980.


Compartilhando da avaliação presente no texto, vários grupos de oposição ao Regime Militar, nos anos 1960 e 1970, lançaram-se na batalha política seguindo a estratégia de 

a)   aliança com os sindicatos e incitação de greves. 

b)   organização de guerrilhas no campo e na cidade. 

c)   apresentação de acusações junto à Anistia Internacional. 

d)   conquista de votos para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). 

e)   mobilização da imprensa nacional a favor da abertura do sistema partidário.

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11. De 1967 a 1973, a economia brasileira alcançou taxas médias de crescimento muito elevadas e sem precedentes, que decorreram, em parte, da política econômica então implementada, principalmente sob a direção do ministro da Fazenda António Delfim Neto, mas também de uma conjuntura económica externa muito favorável, que somou forças para um crescimento acelerado, acompanhado de uma inflação declinante e relativamente baixa para os padrões brasileiros, além de superávits no balanço de pagamentos. Esse período (e por vezes de forma mais restrita os anos 1968-1973) passou a ser conhecido como o do “milagre econômico brasileiro”, uma terminologia anteriormente aplicada a fases de rápido crescimento econômico, como ocorreu no Japão.

LAGO, L A. C. Milagre econômico brasileiro. Disponível em: www.fgv.br. Acesso em: 10 nov. 2021 (adaptado).

Qual foi o fator determinante para o crescimento econômico apresentado no texto? 

a)  Ampliação da entrada de capital estrangeiro no país.

b)  Melhoria na distribuição da riqueza gerada na nação.

c)  Transferência de tecnologias de ponta para a indústria local. 

d)  Aumento das taxas de juros para os empréstimos internacionais. 

e)  Redução das barreiras protecionista das potências desenvolvidas. 

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12.  A Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniu representantes de comissões estaduais e de várias instituições para apresentar um balanço dos trabalhos feitos e assinar termos de cooperação com quatro organizações. O coordenador da CNV estima que, até o momento, a comissão examinou, “por baixo”, cerca de 30 milhões de páginas de documentos e fez centenas de entrevistas.

Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 2 mar. 2013 (adaptado).

A notícia descreve uma iniciativa do Estado que resultou da ação de diversos movimentos sociais no Brasil diante de eventos ocorridos entre 1964 e 1988. O objetivo dessa iniciativa é

a)   anular a anistia concedida aos chefes militares.

b)   rever as condenações judiciais aos presos políticos.

c)   perdoar os crimes atribuídos aos militantes esquerdistas.

d)   comprovar o apoio da sociedade aos golpistas anticomunistas.

e)   esclarecer as circunstâncias de violações aos direitos humanos.

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13.  “Boicote ao militarismo”, propôs o deputado federal Márcio Moreira Alves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em 2 de setembro de 1968, conclamando o povo a reagir contra a ditadura. O clima vinha tenso desde o ano anterior, com forte repressão ao movimento estudantil e à primeira greve operária do regime militar. O discurso do deputado foi a ‘gota d’água’. A resposta veio no dia 13 de dezembro com a promulgação do Ato Institucional nº- 5 (AI 5). 

Ditadura descarada. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, nº- 39, dez. 2008 (adaptado).

Considerando o contexto histórico e político descrito acima, o AI 5 significou

a)   a restauração da democracia no Brasil na década de 60.

b)   o fortalecimento do regime parlamentarista brasileiro durante o ano de 1968.

c)   o enfraquecimento do poder central, ao convocar eleições no ano de 1970.

d)   o desrespeito à Constituição vigente e aos direitos civis do país a partir de 1968.

e)   a responsabilização jurídica dos deputados por seus pronunciamentos a partir de 1968.

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14. Ato Institucional nº 5 de 13 de dezembro de 1968

Art. 10 – Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11 –_Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Disponível em: http://www.senado.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2010.

O Ato Institucional nº 5 é considerado por muitos autores um “golpe dentro do golpe”. Nos artigos do AI-5 selecionados, o governo militar procurou limitar a atuação do Poder Judiciário, porque isso significava

a)   a substituição da Constituição de 1967.

b)   o início do processo de distensão política.

c)   a garantia legal para o autoritarismo dos juízes.

d)   a ampliação dos poderes nas mãos do Executivo.

e)   a revogação dos instrumentos jurídicos implantados durante o golpe de 1964.

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15.  No Brasil, na complexidade de seu território, com muitas diferenças regionais, ocorreu um fato marcante o cenário político nacional, capaz de mobilizar e aglutinar todos os segmentos da sociedade. Esse fato, relacionado ao processo de redemocratização, foi o movimento por eleições diretas, que ficou conhecido como “Diretas Já”.

Esse processo representava, na época, os anseios de uma sociedade marcada por anos de regime militar. O movimento mencionado foi desencadeado

a)   pela mobilização suprapartidária oriunda da região Sul do Brasil.

b)   pelos trabalhadores sem-terra do Nordeste, com base nos movimentos sociais oriundos do campo.

c)   de acordo com os arranjos sociais e as lutas de classe dos trabalhadores vinculados ao setor petroleiro.

d)   a partir da articulação dos movimentos sociais e sindicais com base sólida na região Sudeste do país.

e)   pela união de diferentes segmentos sociais liderados pelos sindicatos da região Centro-Oeste.

Gabarito (Retirado do site Super Professor)

Resposta da questão 1:

[C]

A parte final do excerto é bem indicativa da motivação à repressão aos movimentos sindicais durante a Ditadura: os movimentos sindicais questionavam, além do regime de exceção, a estrutura social desigual e excludente do país, algo que o Governo Ditatorial e as camadas sociais que o sustentavam defendiam, criando mecanismos de perpetuação, como o próprio silenciamento daqueles que questionavam o sistema.

Resposta da questão 2:

[C]

Vladimir Herzog morreu durante a vigência do AI-5 – conhecido como o Golpe dentro do Golpe – o Ato Institucional mais endurecido do Regime Militar. Apoiando-se na defesa da Soberania Nacional e da Moral e dos Bons Costumes, o Governo Militar acabou por institucionalizar e legalizar a repressão àqueles considerados inimigos do Regime.

Resposta da questão 3:

[E]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

Às vésperas do Golpe de 1964, a Igreja Católica, preocupada com o apoio popular às tendências comunistas, buscou apoiar mudanças materiais no campo para impedir o aumento de ideais revolucionários comunistas no país.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]

O Comunismo de inspiração soviética era ateu e, por isso, era bastante criticado e combatido pela Igreja Católica. Por considerar que a população pobre é mais sensível a esse tipo de teoria política, o texto aponta que a Igreja, naquele momento histórica, foi favorável ao golpe militar.

Resposta da questão 4:

[A]

Quando o texto afirma que “(…) depois as coisas se organizam, até mesmo a violência é estruturada, até mesmo o arbítrio (…)” ele descreve uma prática política da Ditadura Militar brasileira: a institucionalização ou legalização da repressão, consolidada pelo Ato Institucional nº 5.

Resposta da questão 5:

[D]

A Operação Condor foi criada em conjunto pelos órgãos de segurança dos países que compunham o chamado Cone Sul com o objetivo de investigar, vigiar e punir qualquer atividade de oposição aos governos militares.

Resposta da questão 6:

[A]

A charge faz referência ao período de transição do Regime Militar para a democracia, iniciado em 1979 e concluído em 1985, ano em que foram realizadas eleições indiretas para a presidência da República, apesar da mobilização popular defendendo a realização de eleições diretas. Tal mobilização ficou conhecida como Campanha pelas Diretas Já!

Resposta da questão 7:

[E]

No ano de 2011, foi criada a Lei 12.528, estabelecendo a Comissão Nacional da Verdade, foi oficialmente instalada em 2012. Seu objetivo era investigar crimes cometidos pelos agentes do Estado entre 1946 a 1988, principalmente os crimes ocorridos durante o regime militar, 1964-1985. A Lei de Anistia aprovada no ano de 1979 gerou muito debate no contexto da Comissão Nacional da Verdade. O texto 1 entende a Lei de Anistia como concessão que beneficiou os militares enquanto o texto 2 concebe a mesma lei como conquista e que, portanto, não deve alterar a lei de Anistia. Gabarito [E].

Resposta da questão 8:

[D]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

A resistência durante a ditadura militar, devido ao elevado grau de censura e repressão, tinha que ser feita de maneira moderada e, muitas vezes, disfarçada. A poesia, então, representou uma das principais formas de resistência ao regime.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Português]

“Desvelar” é sinônimo de “expor”, “desvendar”; uma vez que a oposição à ditadura militar não poderia ser explícita, a poesia é um modo do eu lírico resistir, pois, assim como a química, ou como a alquimia, permite transformar elementos.

Resposta da questão 9:

[D] 

A reabertura política que poria fim ao Regime Militar no Brasil enfrentou a resistência de “militares radicais” também conhecidos como “militares linha dura” das nossas Forças Armadas. No governo de Figueiredo, a ação desses militares pode ser enquadrada como “terrorista”, uma vez que “cartas-bombas” eram enviadas para redações de jornais e para a OAB e, no caso mais grave, em 1981, um atentado a bomba ocorreu no Rio Centro, durante um show.

Resposta da questão 10:

[B]

A ditadura no Brasil foi marcada por movimentos constantes na tentativa de derrubá-la, desde o início. Tanto militares alijados no governo quanto membros da esquerda brasileira promoveram a formação de grupos de guerrilhas, tanto urbanas quanto rurais, para tentar por fim ao regime ditatorial.

Resposta da questão 11:

[A]

O Milagre Econômico brasileiro, ocorrido durante a Ditadura Militar, esteve atrelado à política econômica adotada pelo Governo Militar, a saber: a abertura da economia brasileira aos investimentos estrangeiros, em especial a partir da obtenção de empréstimos no exterior. Por isso, temos como consequência negativa do pós-Milagre, o crescimento da dívida externa e da inflação.

Resposta da questão 12:

[E] 

A Comissão Nacional da Verdade foi criada para esclarecer os abusos cometidos contra os direitos humanos na época da Ditadura Militar.

Resposta da questão 13:

[D]

O Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar brasileiro nos anos seguintes ao Golpe militar de 1964, visando legitimar as ações de exceção no Brasil. O ato sobrepunha-se à Constituição de 1967, bem como às constituições estaduais, dava poderes extraordinários ao Presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais.

Resposta da questão 14:

[D]

Os Atos Institucionais representaram o artifício político utilizado pelo regime militar para promover a centralização e o autoritarismo e tentar manter uma aparência de legalidade no país. O AI-5 representou o “Ato” mais repressor, pois suspendeu as garantias individuais e ampliou os poderes do executivo.

Resposta da questão 15:

[D]

No final da década de 1970, a sociedade civil brasileira se mobilizou contra o regime militar. Greves dos operários no ABC, reação da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, atuação da Igreja católica, jovens criavam suas bandas de rock com músicas engajadas. A crise econômica gerou inflação, greves e muitas mobilizações. Em 1983, o deputado Dante de Oliveira, criou uma emenda conhecida como “Diretas Já”, que propunha eleições diretas para presidente da república. O ano de 1984 foi marcado por grandes passeatas pelas Diretas Já, a proposta era sensibilizar o congresso para aprovar a emenda. Inúmeros segmentos sociais apoiavam a emenda, artistas, músicos, políticos em geral, sindicatos, movimentos sociais, etc. A emenda não foi aprovada. Gabarito [D].